
E nas palavras de caio fernando abreu: (...) Muita gente deve achá-la antipaticíssima, mas eu achei linda, profunda, estranha e perigosa.
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title: Infinitamente, noite. Nada diz mais do que a imensidão do céu pela vista da sua janela. Faltam nuvens. Faltam estrelas. E o que poderia ser pior do que a falta de uma luz? Apenas uma menina de cabelos acobreados esparramada pela sua cama, ao redor de lágrimas insignificantes para o mundo e tão dolorosas para ela. Um pouco de tristeza, de solidão, ou talvez apenas de falta de sentimentos, tomam conta da sua alma. A escuridão da noite se confunde com seus pensamentos. E o som das sirenes, buzinas, pneus e vozes do lado de fora do seu apartamento, agoniam cada vez a sua alma. Nada é mais parecido com ela do que a infinidade de sensações que a rotação da terra lhe dispõe, principalmente, a partir das 20:00. Como pode, um pontinho ruivo ter tanta coisa para falar ao mundo e ao mesmo tempo um vazio absurdo no estômago? Inexplicavelmente dolorida. Dores essas, não físicas. Dores essas, totalmente sentimentais. Isso é, se existir sentimento, depois de tantas lágrimas derramadas. Mais lágrimas do que estrelas. Mais vazio do que noite. Oh, noite! Como podes definir tanto?
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